TOG - Texto Orientado ao Grego

Evangelho Segundo Mateus

Capítulo 1

Novo Testamento

TOG

Texto Orientado ao Grego

Convenções Tipográficas, Siglas e Símbolos

LXX – Septuaginta.

TM – Texto Massorético.

TR – Textus Receptus.

VL – Vulgata Latina.

א Codex Sinaiticus – manuscrito dos mais antigos, datado entre os anos 300 a 400 d.C.

1א Sinaiticus Raspado (Corretor 1) – Manuscrito que fez uso da raspagem (rasura em latim) — método antigo para apagar partes da escrita em prol de outras — do א (Sinaiticus original), para que se fizesse aquilo que julgava-se ser correções. Esse texto, portanto, corrige partes significativas, por exemplo, do texto de Apocalipse, que no Sinaiticus original estava muito mal desenvolvido. Porém, em outras ocasiões, ele se harmoniza com alguns textos que se distanciam do Sinaiticus original.

B Codex Vaticanus – juntamente com o Sinaitucus dos manuscritos mais antigos datado entre os anos 300 a 400 d.C.

D Codex Bezae Cantabrigiensis – primeiro manuscrito antigo caracterizado por adições e paráfrases. Datado entre início e fim do ano 400. Principal testemunha do chamado texto Ocidental.

K Codex Cyprius – Século IX.

Δ Codex Sangallensis – Século ix.

L Codex Regius – Século viii.

Θ Codex Coridethianus – Século ix.

W Codex Washingtonianus – Século v.

Alex. – Texto Alexandrino.

Biz. – Texto Bizantino.

Ocid. – Texto Ocidental.

BHS – Bíblia Hebraica Stutgartensia.

NA28 – Nestlē Aland, vigésima oitava edição, Novum Testamentum Graece.

SBLGNT – Society Biblical Literature, Greek New Testament, SBL Edition.

THGNT – Tyndale House Greek New Testament.

WH – Westcott & Hort Greek New Testament 1881.

UBS5 – Sociedades Bíblicas Unidas, quinta edição do Novo Testamento Grego.

LLEXNTG – Léxico Lexham Novo Testamento Grego.

LN – Léxico por domínios semânticos Louw–Nida.

LSB – Léxico de Sentido Bíblico.

Vine – Dicionário Bíblico Vine.

[[ ]] – Os colchetes duplos indicam que o redator precisou inserir um termo para evitar estranheza na leitura em português, todavia esse termo pode se tornar dispensável.

[ ] – Os colchetes simples indicam uma ideia subentendida pela construção e semântica do texto. Mesmo ausente no original grego, pode ser lida em português, pois a ideia estaria implícita, ainda que a palavra não apareça no texto. Mas tal fenômeno só é utilizado para não punir o entendimento do português e, ao mesmo tempo, garantir que seu conteúdo implícito é de fato aquilo.

{ } – Indica um espaço para um texto disputado entre manuscritos de peso ou ausente nos manuscritos mais antigos ou de alguma importante testemunha. Ele pode vir vazio e seu conteúdo notificado em nota de rodapé ou ele pode ser incorporado no texto; ele faz o papel semelhante do símbolo ‘//’, porém este último serve para ocorrências breves de apenas uma linha.

// – Equivale as {}, entretanto, seu texto é menor.

⇉ – Seguimos... ou preferimos...

Itálico: Os textos e palavras em itálico podem indicar três situações, a primeira delas é a possível transliteração de palavras específicas do grego para garantir a precisão literal e deixar ao leitor o encargo de analisá-las melhor podendo assim tirar suas próprias conclusões; a segunda, são os casos de pronunciações, citações bíblicas ou profetas; a terceira e última, em casos de uma narração que está envolvida no enredo da história, tais como as palavras de um anjo, vozes ou outros agentes; embora seja mais incomum o uso do itálico nessa terceira ocorrência, ela pode ainda assim existir.

Taxado: significa que há uma variante textual, porém não adotada por nós, por entendermos, neste caso, que o texto antigo ou outra variante se encaixa melhor. Ainda assim, queremos indicar sua importância, inserindo-a taxada e acompanhada de nota de rodapé que explique minimamente sua historicidade. Ao incluirmos o texto taxado, indicamos pela risca que ele foi considerado, mas a decisão final foi não adotá-lo. Se for possível descrever nossa decisão e alguma dificuldade em recusá-lo, isso será indicado na nota de rodapé. Textos realmente duvidosos e tardios não estarão taxados, pois isso não indicaria que os consideramos parte do original; o que se aplica, por exemplo, à Coma Joanina. Há, porém, outros textos não taxados que reconhecemos como de grande importância, ainda que possivelmente não fizessem parte do original, mas da tradição, como a perícope da mulher adúltera, o final longo de Marcos e a intercessão de Jesus, por perdão, rogada ao Pai em Lucas.

Texto em Cinza – Textos em cinza sem nenhum outro caracter, como colchetes, chaves, barras, parênteses e taxado, significa que poderia ser contido, ou que foi difícil sua adoção, ou que consideramos, porém, sem ter uma certeza absoluta. Pode representar também que entendemos que seja original pela tradição oral. Sempre que isso acontecer será munido de nota de rodapé para entender melhor o seu contexto. Vale lembrar que quando compreendemos mediante crítica textual o que o texto não pode ser comprovado como parte do original autógrafo, vamos intercambiar com {}, // e taxado. Isto nos ajudará nos conflitos textuais e quando estivermos com dúvidas. O texto em cinza é superior ao taxado, pois palavras em taxado por mais que tenham sido grafadas entendemos que, no final, é melhor ela ser desconsiderada, fazendo uma menção honrosa, por assim dizer.

Compreendendo o aparato

A interpretação do aparato crítico do Novo Testamento TOG, se dá da seguinte maneira, os manuscritos sempre serão prioritários nas convenções, assim primeiro vem os manuscritos (códices e papiros) em seguida os pais da igreja; caso não haja menção direta deles, em seguida vem os textos gregos importantes que não são manuscritos, mas fazem parte da construção tanto do Novo Testamento grego bem como da crítica, entre eles WH, NA28, UBS5, THGNT, SBLGNT. Caso haja apoio no conteúdo do Antigo Testamento, poderão ser elencados em suas formas de versão, entre essas versões teríamos: Vulgata Latina (VL); Texto Massorético (TM), Bíblia Hebraica Stutgartensia (BHS), Qmran, Siríaco, Peshitta e a consagrada Septuaginta (LXX). Depois das versões do Antigo Testamento, caso houvesse, também poderia listar léxicos e dicionários com suas respectivas siglas; havendo algum autor ou erudito consagrado, este viria no final da lista.

א, B, D; NA28, SBLGNT, THGNT, UBS5, WH; LXX; LN; Pember.

Considerando a linha acima podemos interpretar da seguinte forma:

“O texto segue os Códices ‘Sinaiticus’, ‘Vaticanus’ e ‘Bezae’; os Novos Testamentos gregos ‘Nestlē Aland 28ª edição: NA28’, ‘Society of Biblical Literature The Greek New Testament: SBL Edition’, ‘Tyndale House Greek New Testament: THGNT’, ‘Sociedades Bíblicas Unidas 5ª edição: UBS5’, ‘Westcott and Hort, Greek New Testament: WH’; ‘Septuaginta: LXX’; ‘Léxico Louw–Nida: LN’; erudito britânico vitoriano ‘George Hawkins Pember (1837–1910)’”.

Na hipótese de contemplar menções de pais da igreja:

א, B; Orígenes; NA28, SBLGNT, THGNT, UBS5.

Lê-se: “O texto segue os Códices ‘Sinaiticus’ e ‘Vaticanus’; ‘Orígenes’; ‘Nestlē Aland 28ª edição: NA28’, ‘Society of Biblical Literature The Greek New Testament: SBL Edition’, ‘Tyndale House Greek New Testament: THGNT’, ‘Sociedades Bíblicas Unidas 5ª edição: UBS5’”.

Não é obrigatório múltiplas menções, ou seja, códices e novos testamentos e outros sucessivamente, todavia haverá o esforço para extenuar tais contemplações.

No caso de a nota se valer de um comentário redacional ou editorial, a regra das convenções não se aplicam obrigatoriamente. A nota pode começar falando de um pai da igreja, erudito notável ou léxico e só por fim citar algum Codex (códice) conforme sua própria convenção de fluidez textual.

A nota do aparato crítico pode se valer muitas vezes do símbolo ⇉ para enfatizar que naquela porção seguiu uma fonte específica, por exemplo: ⇉ B, significa: ‘seguimos ou preferimos o códice Vaticanus’.

Poder-se-á, também, a nota colocar dois ou mais manuscritos em condições de comparação sendo explicado em algum lugar por meio do símbolo ⇉ para indicar nossa preferência por determinado manuscrito diante do confronto. Desta forma o símbolo em face de confronto manuscriturístico, poderá ser adversativo ao que vem antes dele, sendo o que vem depois, naturalmente, a preferência adotada. Ou apenas ele poderá justificar o porquê adotamos tal tradução, não fazendo, neste caso, o papel adversativo, mas justificativo.

Genealogia de Jesus

1 Livro da geração de Jesus filho de Davi, filho de Abraão.

2Abraão gerou a Isaque; Isaque gerou Jacó; Jacó gerou a Judá e seus irmãos; 3Judá gerou Perez e Zara de Tamar; Perez gerou Esrom; Esrom gerou Arão; 4Arão gerou Aminadabe; Aminadabe gerou Naassom; Naassom gerou Salmom; 5Salmom gerou Boaz de Raabe; Boaz gerou Obede de Rute; Obede gerou Jessé; 6Jessé gerou Davi, o rei. Davi gerou Salomão da de Urias. 7Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Uzias; 9Uzias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz gerou Ezequias; 10Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amom; Amom gerou Josias; 11Josias gerou Jeconias e os seus irmãos em a deportação da Babilônia.

12Depois da deportação da Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13Zorobabel gerou Abiúde; Abiúde gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; 14Azor gerou Sadoque; Sadoque gerou Aquim; Aquim gerou Eliúde; 15Elíude gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó; 16e Jacó gerou José marido de Maria, da qual foi nascido Jesus o chamado Cristo.

Nascimento de Jesus

18Portanto, assim foi o nascimento de Jesus Cristo: penhorada Maria, sua mãe, a José, antes de se unirem, foi encontrado em seu ventre, algo1 de Espírito Santo. 19Mas José — o marido dela — justo sendo e não desejando expô-la, intencionou secretamente a liberá-la. 20Todavia enquanto ele refletia nessas coisas, veja! Um anjo do Senhor se colocou em seu sonho e foi manifestado a ele dizendo: José filho de Davi, não temas tomar Maria a sua mulher; pois o que foi posto para ser gerado nela é de Espírito Santo.2 21 e parirá um filho e será chamado o nome dele: Jesus; porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.

22Isto aconteceu completamente para que se cumprisse a pronunciação do Senhor por meio do profeta dizendo:

23 “Veja! A virgem conceberá e parirá um filho, e chamarão o nome d’Ele Emanuel.”1

24Portanto, José foi levantado do seu sono e fez conforme as instruções que recebeu do anjo do Senhor e tomou sua mulher, porém não a conhecia até que nasceu filho2. E chamou o nome dele: Jesus.

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